31 de ago. de 2007
A dignidade de minha boca procurando em outras terras a principal claridade do dia.
Em outras palavras, não há palavras, nem mesmo bocas para pronunciá-las. O que há é apenas o ser por sentir a diferença do que desliza por seus escritos de floreios e desdobres dentre tantos nuances imperceptíveis pelo corpo e absorvidos pela alma.
30 de ago. de 2007
29 de ago. de 2007
28 de ago. de 2007
Copiando....
Te disseram o que sobre o amor..?
Falamos em fazer amor, mas amor se faz? Amor sufoca, amor desatina, amor é martelo, sino retinindo, marcação constante que não dá brecha para
contra-ataque, carrapato chupando sangue da pele.
Amor-obsessão, amor torneira pingando: até quando, até quando, até quando? Amar é amargo, e promessas amorosas são voláteis. Amor maldito que invade pensamentos, amor que nos carcome paulatinamente, câncer faminto, "ácido de um sim negativo", vida que brota destruindo. Mas amar não é negar o medo, a razão, o tempo? Amar é afirmação nascida de negativas, e não amar é sofrer mais. Você me falava no amor livre e descompromissado dos hippies, mas a liberdade não estava na prisão dos teus braços? Bah, liberdade sem limites acaba em anarquia, niilismo estéril, suruba sem tesão. Amor é como uma fotografia que fixa limites para superá-los. Amor é renúncia a muitas coisas, mas também a maior transcendência que podemos almejar neste mundo. Amar é tornar dois um: mãe com seu filho no ventre.
Amor é parto, é dor; e nascemos chorando?
